O Brasil precisa de inúmeras reformas da sua legislação, a começar pela reforma política, mas não menos importante do que a reforma tributária ou o aprimoramento das Leis Trabalhistas e do marco regulatório sobre as Telecomunicações. Esses são apenas alguns exemplos que, juntamente com quase toda e qualquer atividade humana, tem em comum o fato de estarem sendo afetados pelas Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC.

A organização e processos de funcionamento do Legislativo, Executivo ou Judiciário podem, igualmente, se beneficiar do uso racional das TICs para buscar mais eficiência e eficácia a serviço dos cidadãos e do Brasil. No Executivo, uma melhor coordenação dos esforços empreendidos pelo país e mais transparência no uso dos recursos públicos são resultados que devem ser buscados nas esferas municipal, estadual e federal do governo. Já existe algum movimento neste sentido, mas é preciso mais!

É no plano federal que se concentra a legislação sobre as TICs, cabendo ao Congresso Nacional revisar e atualizar a legislação vigente, sem perder de vista a oportunidade de incorporar novas tecnologias e soluções que ajudem a construir um país melhor e mais justo. Surge daí a minha motivação para já tentar começar uma atuação política buscando um mandato de deputado federal. Todo o meu conhecimento e experiência em torno das TICs poderão, penso eu, contribuir para alcançar estes objetivos.

Durante a campanha vou apresentar exemplos de como as TICs podem fazer diferença, analisando seus benefícios, mas considerando também ameaças em potencial. O tema da privacidade/confiabilidade das informações que circulam na internet é bastante atual, mas é apenas um dos aspectos relacionados com a segurança do ciberespaço, que passará a ser algo ainda mais delicado quando estiverem conectados à rede não apenas computadores, tablets e smartphones, mas todo tipo de dispositivos, incluindo veículos autônomos (que dispensam motoristas humanos). Afinal, as TICs deverão ser sempre ferramenta a serviço das pessoas e da sociedade, devendo ser aplicadas com equilíbrio e discernimento.

Assim, de forma a resumir a contribuição que espero poder dar se eleito em outubro, ao mesmo tempo brincando com o fato de que o jargão em torno das TICs esta cheio de siglas (4G, IPv6, HDMI, USB, ERP, CMS, etc.), apresento mais uma: TIC-TAC.  As Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC podem e devem propiciar mais Transparência, Ação e Coordenação – TAC, sempre em benefício dos cidadãos e do Brasil.